Search
Close this search box.

Olhar Periférico Festival de Cinema conta com a participação do Pará

Junte-se aos mais de 12.342 comunicadores

Inscreva-se em nossa newletter e receba conteúdos exclusivos de comunicação

Cristina Aguilera

Cristina Aguilera

Começa hoje (2) e vai até (15) de agosto às 19h e 20h o Olhar Periférico Festival de Cinema que irá exibir de forma online 33 curtas-metragens de diversos estados brasileiros. Os curtas foram selecionados entre mais de 500 filmes. O Festival também contará com uma mostra cult de filmes convidados que trazem um recorte das principais produções brasileiras das periferias. Entre eles Cidade de Deus – 10 anos Depois (Cavi Borges, Luciano Vidiga) que mostra as transformações vividas pelos atores do longa na última década.

O Festival retrata universos de jovens ou não, mulheres e LGBTQI+ que moram nas periferias brasileiras. Os curtas foram selecionados entre mais de 500 inscritos. O Festival também contará com mesas com a participação dos realizadores sobre o processo criativo dos filmes. As mostras serão transmitidas gratuitamente na plataforma #culturaemcasa -https://culturaemcasa.com.br/

Mostra Olhar Feminino: “Mães Solos” – Foto divulgação

Em diversos gêneros (documentário, ficção, animação) os 33 curtas-metragens do Olhar Periférico Festival de Cinema estão divididos em quatro mostras competitivas nas categorias: Mostra Olhar Feminino, Mostra Olhar Diversidade, Mostra Olhar Jovem e Mostra Todos os Olhares, com curtas-metragens dirigidos respectivamente por mulheres, LGBTQIA+, jovens de até 29 anos e adultos. Todos retratando as diferentes realidades da vida nas periferias do Brasil.

Grito de esperança

De acordo com o diretor Eduardo Santana, o Olhar Periférico surge como um novo festival de cinema para ampliar o acesso aos jovens e aos cineastas das periferias de todo o Brasil, além de valorizar as iniciativas comunitárias periféricas que representem a diversidade dos territórios.

“O diferencial é justamente exibir nesta estreia 33 produções de curtas-metragens das 503 inscrições de todas as regiões e que muitas vezes não tem espaços para exibição, um grito de esperança e também de liberdade aos realizadores. Contamos ainda com uma mostra especial com exibição de 8 longas-metragens premiados produzidos nos últimos anos que retratam as periferias e um sarau que foi realizado 100% online com artistas de vários locais”.

O Pará está na mostra diversidade – VRÁAA

Mostra Olhar Diversidade: “Vráaa” – Foto divulgação

De atemão, o documentário dirigido por Caio de Jesus, trás a história de Xuryu Gonçalves, uma travesti paraense, moradora do bairro do Guamá. Xuryu dá voz a sua própria história e conta que se criou e viveu a maior parte de sua vida na periferia onde afirma ser o seu lugar. Além disso, desenvolveu habilidades incontáveis, atuando como promoter de festas, dirigindo ações sociais, recontando e reescrevendo a história do seu bairro.

Hoje, dedica-se fielmente ao seu salão de beleza onde trabalha como cabeleireira há mais de seis anos. Além Xuryu, o elenco conta com Anastasia Trotskyne, Bruno da Silva, Jade Cardoso e Wally Maués. O diretor Caio de Jesus é jornalista e produtor audiovisual, trabalha com fotografia/filmagem e eventos culturais em Belém. Atualmente realiza curtas, vídeos experimentais e podcasts.

Mais de 500 inscritos

Para escolher os 33 curtas-metragens que participam do Olhar Periférico Festival de Cinema, foi preciso uma equipe de feras. Os curadores Ana Paula Nogueira (Olhar Feminino), Kamilla Medeiros (Olhar Jovem), Jhonatan Bào (Olhar Diversidade) e Queops Negronski (Todos os Olhares) tiveram a difícil missão de selecionar os 33 curtas-metragens entre os 503 filmes inscritos no Festival.

“Os olhares periféricos não se limitaram a mostrar vielas, morros e histórias de superação, foram além desses “clichês”. Antes de tudo, mostram a capacidade dos realizadores em ir além do registo documental das comunidades onde vivem, dando espaço também para bem contadas ficções”, salienta o curador Queops Negronski.

Realidade brasileira sob o Olhar Periférico

Em outras palavras, o Festival vai mostrar a periferia de todas as regiões do território nacional pelo olhar de cineastas que moram ou atuam nesse contexto social e conhecem de perto essa realidade, democratizando a sétima arte e revelando talentos.

Muitos assuntos tratados nos filmes são comuns das periferias de todo o Brasil como racismo, preconceito, intolerância religiosa, aliciamento de jovens, a luta de mães para criar sozinhas seus filhos, a luta LGBTQIA+ que moram na periferia, entre outros. Bem como, de cenários, cultura e religiosidades típicas de diferentes estados brasileiros. Como a Festa D’Ajuda, Patrimônio Imaterial da Bahia, por exemplo.

Estão representadas obras audiovisuais dos estados da Bahia, Goiás, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Norte, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraíba, Pará, Sergipe e Santa Catarina.

Premiação

O resultado da premiação será postado nas redes sociais do *Festival, no sábado, dia 14/08.

O melhor filme do Festival será escolhido por um júri técnico composto por cinco profissionais do audiovisual. Entre eles Cristina Amaral (uma das mais importantes montadoras do cinema brasileiro), Monica Trigo (diretora de festivais e presidente da FANTLATAM – Aliança Latino Americana de Festivais de Cine Fantástico), o cineasta Matheus Rufino, o ator Francisco Gaspar (ganhador do Kikito em 2007) e a gestora cultural Paula Ferreira.

O filme vencedor ganhará o Troféu Olhar Periférico.

Mostra Cult

Mostra Cult: Branco Sai, Preto Fica – Foto divulgação

O Olhar Periférico Festival de Cinema também contará com a Mostra Cult, com oito longas-metragens convidados. Além disso, a mostra faz um recorte das principais produções brasileiras das periferias nos últimos anos.

Entres elas Cidade de Deus – 10 anos Depois (Cavi Borges e Luciano Vidiga), o documentário resgata os dez anos passados desde o lançamento de Cidade de Deus (2002), longa de Fernando Meirelles e Kátia Lund que recebeu quatro indicações ao Oscar. Também mostra as transformações vividas pelos atores do longa na última década. Logo, é preciso ficar atento, os premiados longas-metragens dessa mostra só ficarão disponíveis por 24h ou 48h na plataforma #culturaemcasa – (Confira abaixo a programação para não perder nenhum).

A curadoria dessa Mostra Cult ficou com Filippo Pitanga, crítico de cinema, curador e júri de inúmeros festivais internacionais.

O Olhar Periférico Festival de Cinema é uma realização da Fly Cow Produções por meio da Lei Aldir Blanc e com patrocínio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal e apoio da Amigos da Arte – Organização Social de Cultura.

Segue a programação abaixo:

02/08 às 19h – Mostra Todos os Olhares

02/08 às 20h – Mostra Cult – Amor Plástico e Barulho (24 horas)

03/08 às 19h – Mostra Olhar Feminino

03/08 às 20h – Mostra Cult – Parque Oeste (48h)

04/08 às 19h – Mostra Olhar Jovem

05/08 às 19h – Mostra Olhar Diversidade

05/08 às 20h – Mostra Cult – Café com Canela (48h)

07/08 às 20h – Mostra Cult – Cidade de Deus, 10 anos Depois (48h)

09/08 às 20h – Mostra Cult – Os Pobres Diabos (48h)

11/08 às 20h – Mostra Cult -Filme de Aborto (48h)

13/08 às 20h – Mostra Cult – Branco Sai, Preto Fica (48h)

14/08 às 20h – Mostra Cult – Ela Volta na Quinta (24h)

Filmes:

MOSTRA TODOS OS OLHARES

CAPÉCIA (Ficção, horror, 10’, Cor, 2020, Livre, Bahia, Brasil) Direção e Roteiro: Állan Maia

EM BUSCA (Ficção, suspense, 7’, Cor, 2021, Livre, Goiás, Brasil) Direção e Roteiro: Netto Mello

ATUAL AUTO-RETRATO (Animação, 22’’, Cor, 2020, Livre, São Paulo, Brasil) Direção e Roteiro: Moisés Pantolfi

À LA CARTE (Ficção, suspense, 5′, Cor, 2018, 14 anos, São Paulo, Brasil) Direção e Roteiro: Adriano Gomez

O CEMITÉRIO DE ELLA (Animação, 2’, Cor, 2020, 16 anos, São Paulo, Brasil) Direção e Roteiro: Guilherme Teresani

FIQUE BÊBADO, LIGUE PARA SUA EX (Animação, 7’, Cor, 2021, 14 anos, Paraná, Brasil) Direção e Roteiro: Gislaine Staub, Giulia Werley (LiaLey), Gustavo Mazuroski, Nicole Caroline, Vinícius Staub

ÀS MOSCAS (Animação, 2’, Cor, 2021, Livre, Bahia, Brasil) Direção e Roteiro: Wayner Tristão

O MENINO DO DENTE DE OURO (Ficção, 15’, Cor, 2019, Livre, Rio Grande do Norte, Brasil) Direção: Rodrigo Sena e roteiro de Flavia Chianca e Renata Marques

CARTAS DA LOUCURA (Documentário, 13′, Cor, 2018, 10 anos, São Paulo, Brasil) Direção e Roteiro: Cleiner Micceno

DESTINOS AMBÍGUOS (Experimental, 2’, Cor, 2020, Livre, Ceará, Brasil) Direção e Roteiro: Wescley Braga

O ANO DA MARMOTA (Documentário, 3’, PB, 2020, 14 anos, Rio de Janeiro, Brasil) Direção e Roteiro: Fernanda Almeida

MOSTRA OLHAR FEMININO

UM TRANSE DE DEZ MILÉSIMOS DE SEGUNDO (Experimental, 8’, Cor, 2021, 14 anos, Bahia, Brasil) Direção e Performance:: Jamile Cazumbá

QUANDO TE AVISTO (Documentário, 25′, Cor, 2020, Livre, Rio Grande do Sul, Brasil) Direção e Roteiro: Neli Mombelli, Denise Copetti

TÁTICAS DE GUERRILHA DO MEU CORPO PRETO (Documentário, 4′, Cor, 2021, Livre, Rio de Janeiro, Brasil) Direção e Roteiro: Lais Reverte

MÃE SOLO (Documentário, 15’, Cor, 2021, 10 anos, Bahia, Brasil) Direção: Camila de Moraes Roteiro: Nane Sacramento e Danilo Stael

ÀPROVA (Documentário, 15’, Cor, 2020, Livre, São Paulo, Brasil) Direção e Roteiro: Natasha Rodrigues

IPA/IPÁ (Documentário, 6’, cor, 2020, Livre, São Paulo, Brasil) Direção: Thais Scabio

RIO DAS ALMAS E NEGRAS MEMÓRIAS (Documentário, 20′, Cor, 2019, Livre, Goiás, Brasil)

Direção: Taize Inácia e Thaynara Rezende Roteiro: Taize Inácia

MOSTRA OLHAR JOVEM

UM CAVALO OLHOU PRO CÉU COM ESPERANÇAS DE FUGA (Ficção, 19’, Colorido, 2021, Livre, Pernambuco, Brasil) Direção e Roteiro: Alcimar Verissimo

MIL VINNY’S – SUÍTE CACHOEIRANA (Musical, 15’, Colorido, 2019, Livre, Bahia, Brasil) Direção: Luan Santos

INVERTER 20.21 (Experimental, 3′, Colorido, 2021, 10 anos, Rio Grande do Norte, Brasil) Direção e Roteiro: Alejandro Escobar

CEGO_CIDADE (Documentário, 10’, PB, 2020, 10 anos, Bahia, Brasil) Direção e Roteiro: Kauan Oliveira

EGUN (Ficção, 23′, Cor, 2020, 10 anos, Rio de Janeiro, Brasil) Direção e Roteiro: Yuri Costa

MARCELO (Documentário, 4′, Cor, 2021, Livre, Rio de Janeiro, Brasil) Direção e Roteiro: Davi Victor e Saulo Nicolai

O PARDIEIRO (Não-Ficção, 6’, Cor, 2020, Livre, São Paulo, Brasil) Direção e Roteiro: Nicolas Toniollo

VANDER (Documentário, 2’, Cor, 2019, Livre, Paraiba, Brasil) Direção e Roteiro: Barbara Carmo

O CONFORTO DAS RUINAS (Ficção, 18’, Cor, 2020, 10 anos, São Paulo, Brasil) Direção e Roteiro: Gabriela Lourenzato

MOSTRA OLHAR DIVERSIDADE

MURADA (Ficção, 20′, Cor, 2021, Livre, Brasil) Direção: Ralph Campos

AVA KUÑA, ATY KUÑA; MULHER INDÍGENA, MULHER POLÍTICA (Documentário, 25’, Cor, 2021, 10 anos, São Paulo, Brasil) Direção: Julia Zulian, Fabiane Medina e Guilherme Sai Roteiro: Julia Zulian e Fabiane Medina

VRÁAA (Documentário, 20’, Cor, 2019, Livre, Belém, Pará, Brasil) Direção: Caio de Jesus e roteiro: Caio de Jesus e Xuryu Gonçalves

ITAN (Documentário, 5′, Cor, 2020, Livre, Sergipe, Brasil) Direção e Roteiro: Gustavo Rayner

RITO DE PASSINHO (Experimental, 6’, Cor, 2021, Livre, Rio de Janeiro, Brasil) Direção e Roteiro: Vitor Senra

DEBAIXO DO GUARDA-CHUVA PARA SER RESISTÊNCIA (Documentário, 18’, Cor, 2021, 10 anos, Santa Catarina, Brasil) Direção e Roteiro: Vini Poffo

MOSTRA OLHAR CULT

Cidade de Deus, 10 anos Depois de Cavi Borges e Luciano Vidigal (RJ)

Parque Oeste de Fabiana Assis (GO)

Branco Sai, Preto Fica de Adirley Queirós (DF)

Ela Volta na Quinta de André Novais (MG)

Café com Canela de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA)

Amor Plástico e Barulho de Renata Belo Pinheiro (PE)

Os Pobres Diabos de Rosemberg Cariry (CE)

Filme de Aborto de Lincoln Péricles (SP)

Galeria de fotos

*Instagram: @olharperifericofestival; Facebook: https://www.facebook.com/olharperifericofestivaldecinema

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *